Morrer… Nascer…
Morro a cada instante
No ato do expirar
Do devolver o ar
Que preencheu meu corpo
Morro na pele
A cada ciclo de renovação
Sem ter consciência
Da troca de pele
Em todo meu corpo
Morro quando nego ver
Quando fecho minhas janelas
Evitando olhar
O que machuca minha alma
Morro quando corto a palavra
Quando nego meu sentir
Negando a própria expressão
Da minha verdade
Ficando dissociada
Morro ao ficar parada
Freando o movimento
Espontâneo do meu ser
Ficando robotizada
Morro para o mundo
Ao ficar presa em crenças
Em idéias ultrapassadas
Que fortalecem uma rigidez
Que lentamente me mata
Morro ao não me cuidar
Ao não dormir
Ao não me alimentar
Ao não atender
As necessidades deste corpo
No qual temporariamente habito
A cada dia posso morrer
Esquecendo do nascer
Entregando-me a nostalgia
Lembrando-me dos dias
Que um dia vivi
Também há outra escolha
Largando vícios que matam
Hábitos que alienam
Pensamentos que enlouquecem
Sentimentos que destroem
Na magia do viver
As palavras fluem
Os sentimentos se expressam
O corpo se movimenta
Numa riqueza plena
De poder interior
De força criativa
Optando nascer para ser
Não há certo ou errado
Mas descobertas
Do que sou ou não sou
Na jornada das várias vidas
Marcadas em minha alma
Por: Erica Brandt
Data: 08/05/2010
